"A alma é antípoda do corpo, e assim é que para ela amanhece, quando para ele anoitece"
Cúrcio Rufo

terça-feira, 9 de março de 2010

Soneto XVII - Transfiguração

Dentro da noite fui buscar o dia
E o antípoda clarão do pensamento;
Deitei em pleno mar minha alegria,
Parti meu coração de encontro ao vento.
Dentro da noite fui transfigurado,
Tornei-me alegoria e transparência.
Tocando em velho símbolo passado
No futuro guardei minha inocência.
Dentro da noite me envolvi outrora,
Na busca do meu eu quase perdido;
Nas trevas garimpei a nova aurora
E do silêncio me tornei vencido.

Da noite trago a luz desta lanterna,
E o dia já renasce em alma eterna.

Paulo Bonfim

Nenhum comentário:

Postar um comentário